Wicked: Parte 2 – Uma Voz Única em uma Jornada Mágica e Cativante
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Wicked: Parte 2 – Uma Voz Única em uma Jornada Mágica e Cativante

Imagine um mundo onde a amizade entre duas mulheres rivais se transforma em uma força imparável contra a opressão, tudo isso ao som de canções inesque...

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Wicked: Parte 2 – Uma Voz Única em uma Jornada Mágica e Cativante

Por Maria Eduarda Cury | Publicado em 1 dia, 1 hora

Imagine um mundo onde a amizade entre duas mulheres rivais se transforma em uma força imparável contra a opressão, tudo isso ao som de canções inesquecíveis e efeitos visuais de tirar o fôlego. Após o estrondoso sucesso de Wicked: Parte 1, que arrecadou mais de US$ 600 milhões em bilheteria global e conquistou corações com sua adaptação fiel do musical da Broadway, a continuação chega para coroar essa saga épica. Estreando em 20 de novembro de 2025, Wicked: Parte 2 não apenas conclui a história de Elphaba e Glinda, mas encontra uma voz própria, elevando o espetáculo a um nível catártico e definitivo. Com um elenco estelar liderado por Cynthia Erivo e Ariana Grande, o filme promete ser uma experiência transformadora para fãs de musicais e narrativas fantásticas. Neste artigo, mergulhamos nos detalhes que fazem dessa sequência um marco no cinema contemporâneo.

Pôster oficial de Wicked: Parte 1, representando Elphaba e Glinda em tons de verde e rosa

A Trama que Une Mundos: Continuando a Saga de Oz

A história de Wicked é uma reinterpretação ousada do universo de O Mágico de Oz, criada por Gregory Maguire em seu romance de 1995 e adaptada para os palcos da Broadway em 2003 por Stephen Schwartz e Winnie Holzman. O primeiro filme, lançado em novembro de 2024, cobriu os eventos iniciais: a amizade improvável entre Elphaba (Cynthia Erivo), a jovem com pele verde que sonha em usar sua magia para o bem, e Glinda (Ariana Grande), a herdeira da alta sociedade de Oz. Juntos, elas navegam pela Universidade de Shiz, descobrem conspirações políticas e enfrentam preconceitos profundos.

Wicked: Parte 2, subtitulado Por Enquanto (em referência à icônica canção "Defying Gravity"), aprofunda esses temas ao levar as protagonistas para o coração de Oz. Elphaba, agora conhecida como a Bruxa Má do Oeste, torna-se uma fugitiva após desafiar o Wizard (interpretado por Jeff Goldblum), revelando as mentiras que sustentam o regime opressivo. Glinda, por sua vez, assume o papel de conselheira do Wizard, lutando internamente entre lealdade e convicções morais. A trama explora dilemas éticos, como o custo da fama e o poder da resistência, culminando em momentos de redenção e sacrifício que ecoam os temas de identidade e empoderamento feminino.

Baseado em pesquisas sobre o musical original, que já foi visto por mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo, o filme mantém a essência da peça, mas adiciona camadas cinematográficas. Diretor Jon M. Chu, conhecido por Crazy Rich Asians, optou por filmar em locações reais na Inglaterra e nos Estados Unidos, contrastando os sets grandiosos de Oz com cenas intimistas que destacam as emoções das personagens. Essa divisão em duas partes permite uma adaptação mais fiel, evitando cortes drásticos e preservando as 17 canções originais, incluindo números inéditos compostos para o cinema.

  • Pontos altos da trama: A evolução de Elphaba de outsider para ícone de rebelião.
  • Conexões com o primeiro filme: Ganchos como o animal falante Dr. Dillamond (interpretado por voice de Bowen Yang) e o romance com Fiyero (Jonathan Bailey) ganham resolução emocionante.
  • Inovações: Elementos visuais inspirados em CGI avançado para retratar a magia de Oz de forma mais imersiva.

O Elenco Estelar: Atuações que Elevam o Musical ao Cinema

Um dos maiores trunfos de Wicked: Parte 2 é seu elenco, que combina astros pop com atores de teatro premiados. Cynthia Erivo, indicada ao Oscar por Harriet, entrega uma performance vocal e dramática como Elphaba, capturando a vulnerabilidade e a fúria da personagem com uma intensidade que rivaliza com as originais da Broadway, como Idina Menzel. Sua interpretação de "No One Mourns the Wicked" e a explosiva "Defying Gravity" (que se estende para esta parte) é descrita por críticos iniciais como "poderosa e arrepiante", destacando sua habilidade em transitar entre canto e atuação.

Ariana Grande, em seu papel mais ambicioso desde Victorious, brilha como Glinda. Com treinamento vocal rigoroso, ela transforma a "Boa Bruxa" de uma figura frívola em uma mulher complexa, lidando com ambição e culpa. Sua química com Erivo é palpável, criando momentos de ternura que contrastam com a grandiosidade do musical. Outros destaques incluem Michelle Yeoh como Madame Morrible, a diretora manipuladora da universidade, trazendo uma presença magnética e sutilmente ameaçadora, e Ethan Slater como o engraçado Boq, que adiciona alívio cômico sem roubar a cena.

Jeff Goldblum, como o carismático mas corrupto Wizard, rouba a cena com seu timing cômico único, enquanto Jonathan Bailey (de Bridgerton) aprofunda o triângulo amoroso com Fiyero, explorando temas de lealdade e transformação. De acordo com entrevistas com o elenco em veículos como Variety e Entertainment Weekly, as filmagens envolveram meses de ensaios musicais, garantindo que as atuações ao vivo fossem sincronizadas perfeitamente com a orquestra. Esse compromisso resulta em uma autenticidade que diferencia Wicked de adaptações musicais mais genéricas, como Cats (2019).

Cena de Wicked com Cynthia Erivo como Elphaba voando em uma vassoura

O impacto do elenco vai além das telas: a diversidade representada – com atrizes negras e asiáticas em papéis centrais – reflete uma Oz mais inclusiva, ecoando discussões contemporâneas sobre representatividade em Hollywood. Erivo, em particular, falou em podcasts como o The Jess Cagle Show sobre como o papel a inspirou a abraçar sua própria identidade queer e racial.

Produção e Aspectos Técnicos: Uma Visão Espectacular de Oz

A produção de Wicked: Parte 2 é um testemunho da visão ambiciosa de Jon M. Chu. Com um orçamento estimado em US$ 150 milhões (similar ao primeiro filme), a sequência utiliza tecnologia de ponta para recriar o mundo de Oz. Os sets, construídos em estúdios como os da Sky Studios Elstree, incluem réplicas gigantes da Cidade das Esmeraldas, com detalhes que vão desde vitrais iluminados até florestas encantadas projetadas com LED walls – uma evolução da técnica usada em The Mandalorian.

A direção de arte, liderada por Nathan Crowley (de Dune), captura a dualidade de Oz: o brilho superficial da corte contrastando com a escuridão da perseguição a Elphaba. A fotografia de Alice Brooks emprega uma paleta de cores vibrantes – verdes profundos para Elphaba e rosas suaves para Glinda – que evolui para tons mais som

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